Vereador de Sapiranga é afastado por 90 dias após denúncias de ‘rachadinha’; Câmara contesta
Sapiranga, RS — A Justiça do Rio Grande do Sul determinou o afastamento cautelar por 90 dias de um vereador do município, investigado em um suposto esquema de rachadinha. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado (MPRS).
Segundo a ação ajuizada, o parlamentar teria exigido repasses mensais de servidores comissionados como condição para manter seus cargos, além de ter se apropriado indevidamente de cartões de vale-alimentação. Em um dos casos relatados, uma vítima teve mais de R$ 14 mil gastos em seu cartão sem nunca ter usufruído dos benefícios correspondentes.
Além do afastamento, a decisão prevê a indisponibilidade dos bens do vereador no valor de até R$ 50 mil, como medida para garantir ressarcimento ao erário e preservar o resultado das investigações.
Situação da Câmara e resposta institucional
A Câmara Municipal de Sapiranga divulgou nota afirmando que até o momento não tem ciência formal de qualquer medida que impeça o vereador de participar das sessões ordinárias. Segundo a Casa, nenhuma intimação ou documento oficial do Judiciário ou do Ministério Público foi recebido.
Implicações políticas e repercussão
O caso reacende debates sobre transparência e integridade no serviço público local. Moradores de Sapiranga manifestam inquietação, reclamando que o município não pode ser penalizado pela suposta conduta de um só representante. “Sapiranga precisa ser passada a limpo!”, afirmam vozes da comunidade, que esperam respostas céleres da Justiça.
O processo ainda está em curso, e o vereador investigado poderá apresentar sua defesa. A decisão de afastamento é liminar, ou seja, provisória, e poderá ser prorrogada ou revertida conforme os desdobramentos legais.