Promotor recorre e pede condenação da ex-prefeita Corinha Molling por suposto esquema de combustível em Sapiranga
O cenário político de Sapiranga volta a ganhar destaque após o promotor de Justiça Laerte Kramer Pacheco ingressar com recurso contra a absolvição da ex-prefeita Corinha Molling (PP), no processo que investiga supostas irregularidades no abastecimento da frota municipal durante sua gestão, entre 2013 e 2016. A decisão que havia absolvido a ex-gestora foi publicada recentemente, mas o Ministério Público entende que há provas suficientes para pedir a condenação da ex-prefeita por ato de improbidade administrativa.
De acordo com o promotor, a sentença de primeiro grau não teria considerado de forma adequada as evidências que apontam que Corinha tinha ciência do esquema e que a movimentação suspeita de recursos aumentou justamente no período eleitoral, em 2016, quando ela disputava a reeleição. O recurso pede a revisão da decisão judicial e a aplicação das sanções cabíveis, como devolução dos valores aos cofres públicos, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.
O processo, de número 5008415-48.2022.8.21.0132, trata de um suposto esquema de abastecimento irregular que, segundo a denúncia, envolvia o uso de cartões de combustível em veículos já leiloados, abastecimentos que ultrapassavam a capacidade dos tanques e favorecimento político a determinados fornecedores. O montante estimado dos valores desviados ultrapassaria R$ 400 mil, ainda sem correção monetária.
A decisão que absolveu Corinha Molling foi amplamente divulgada pelo Jornal Ferrabraz, que destacou o entendimento da Justiça de que não havia provas diretas de envolvimento pessoal da ex-prefeita. No entanto, o promotor de Sapiranga afirma que os documentos, registros de abastecimento e depoimentos de servidores apontam, sim, para a responsabilidade da ex-gestora, que, segundo ele, se beneficiou politicamente do esquema.
Em nota à imprensa, Corinha Molling declarou estar “tranquila” quanto ao recurso e reafirmou que sempre agiu dentro da legalidade, acreditando que sua inocência será mantida nas instâncias superiores.
Com o recurso protocolado, o caso segue agora para análise do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que decidirá se mantém a absolvição ou se acolhe o pedido do Ministério Público para condenar a ex-prefeita. O desfecho poderá ter impacto direto no cenário político de Sapiranga, reacendendo debates sobre gestão pública e responsabilidade administrativa.
📄 Processo: 5008415-48.2022.8.21.0132
📍 Comarca: Sapiranga (RS)
📚 Fontes: Tribunal de Justiça do RS