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VACINAÇÃO COVID-19: SAIBA A IMPORTÂNCIA DA 2ª DOSE

Mesmo com a disponibildade de vacinas no Brasil e com a alta procura pelas vacinas no mundo todo, não é incomum ter ouvido falar sobre pessoas que receberam a primeira dose do imunizante e que não procuraram pela segunda dose. Com exceção da vacina da Janssen, que confere imunidade contra o coronavírus após 14 dias da única dose, as demais (Coronavac, AstraZeneca e Pfizer) precisam de uma segunda dose. 

UM É POUCO, DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS!

O Plano Nacional de Imunizações (PNI) conta, atualmente, com quatro vacinas (Coronavac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer e Janssen) em ampla aplicação no território nacional. Desses imunizantes, apenas a da Janssen obedece ao esquema de dose única e, portanto, não exige uma segunda dose para completar o esquema vacinal para a aquisição da imunidade contra o vírus SARS-CoV-2, da COVID-19. Sendo assim, caso você tenha sido vacinado com a primeira dose dos demais imunizantes, não deixe de tomar a segunda dose, após o intervalo recomendado, para que você seja imunizado adequadamente e, assim, aumentar a sua defesa contra o coronavírus!

Com exceção da vacina da Janssen, que confere imunidade após dose única, todas as outras seguem o esquema de duas doses!

Qual o intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas?

  • Vacina Coronavac (Sinovac/BioNTech): intervalo 4 semanas entre as duas doses;
  • Vacina AstraZeneca/Oxford: intervalo de 12 semanas entre as duas doses;
  • Vacina “Comirnaty” (Pfizer/BioNTech): intervalo de 12 semanas entre as duas doses;
  • Vacina Janssen (Johnson & Johnson): apenas uma dose é necessária.

Existe vacina de três doses ou reforço para prevenir a COVID-19?

Apesar do surgimento de novas variantes e de haver um certo tempo desde o início da vacinação contra a COVID-19 no país, vale lembrar que ainda não existem recomendações para uma possível dose de reforço desse imunizante. Essa medida, além de não ser recomendada pelo Ministério da Saúde, não apresentar estudos que comprovem essa necessidade e garantia de eficácia após uma terceira dose, também impede que mais pessoas sejam vacinadas.

Denúncias sobre irregularidades na vacinação (como a aplicação da 3ª dose) podem ser feitas diretamente ao Ministério Público, havendo punição de até 100 mil reais e levando à prisão.

Por que muitos não estão retornando para tomar a segunda dose?

Com milhares de pessoas já vacinadas com a primeira dose, fica difícil dizer qual seria o real motivo de muitas delas não estarem retornando para a aplicação da segunda dose do imunizante. Por isso, selecionamos abaixo algumas hipóteses mais prováveis, juntamente à explicação do porquê cada uma delas não justificaria o atraso ou o adiamento do esquema de imunização atualmente indicado pelo Ministério da Saúde:

Com exceção da vacina da Janssen, que confere imunidade após dose única, todas as outras seguem o esquema de duas doses!

“Após a primeira dose da vacina, já estou imunizado”

As empresas farmacêuticas, responsáveis por desenvolver cada uma de suas vacinas, mostraram resultados favoráveis de qualidade, segurança e eficácia somente após a segunda dose de cada um de seus imunizantes. Por isso, para se ter a garantia da correta imunização, deve-se seguir as recomendações do Ministério da Saúde, que estão de acordo com as recomendações das respectivas fabricantes. Sendo assim, não há garantia de qualidade, segurança e eficácia quando o imunizante é utilizado de forma inadequada, ou seja, a imunidade não é garantida após a aplicação de apenas uma dose.

“Peguei COVID-19 após a primeira dose, então não preciso mais da vacina”

A vacinação para prevenção da COVID-19 também está indicada para pessoas que contraíram a doença antes da primeira dose e também entre as duas doses. Não há contraindicação, perda ou ganho de imunidade extra após a doença.

Caso você esteja doente (COVID-19 ou outra doença), aguarde a resolução dos sintomas e procure aplicar a segunda dose assim que possível!

“Após a primeira dose da vacina, tive muitas reações, não vou vacinar novamente”

As reações às vacinas, apesar de serem relativamente comuns a depender do fabricante, podem variar de pessoa a pessoa. De casos assintomáticos até estados em que há um comprometimento mais importante (dor local intensa, febre, dor de cabeça, dor no corpo, entre outros), não há como prever o que acontecerá com cada pessoa. Além disso, as reações costumam ser menos intensas na segunda aplicação e a maioria costuma ser assintomática.

Caso você tenha apresentado um sintoma muito intenso ou de risco à vida (hipersensibilidade e trombose, por exemplo), comunique a um profissional de saúde e prontamente você será avaliado.

“Recebi a primeira dose da vacina A, vou esperar a vacina B para tomar a segunda dose”

O Ministério da Saúde não indica a vacinação com imunizantes de fabricantes diferentes entre a primeira e a segunda dose. Uma vez que a garantia de qualidade, segurança e eficácia são baseadas nos estudos apenas com a mesma fabricante, não há como garantir o real benefício dessa medida e, além disso, também não há como prever seus efeitos nocivos à saúde.

Redação Ferrabraz

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